A Revolução dos Bichos - Por Alexandre Costa


Alexandre Costa é autor de "Fazendo Livros", "Introdução à Nova Ordem Mundial", "Bem-vindo ao Hospício", "O Novato" e "O Brasil e a Nova Ordem Mundial".

Não existe nada mais gratificante para um escritor do que encontrar uma leitora atenta, que demonstra interesse pelo seu trabalho e respeita sua opinião a ponto de pedir uma análise de outro livro, no caso, um clássico. Como a maioria do que publiquei foi com o intuito de disseminar informações a respeito de projetos e iniciativas que de alguma forma contribuem para a formação de um governo totalitário, a análise do livro A Revolução dos Bichos se encaixa perfeitamente como complemento do meu trabalho, aprofundando a explicação por meio da imaginação e usando um dos livros mais importantes do século XX.
Rejeitado por vários editores, inclusive por TS Eliot, o livro de George Orwell foi finalmente lançado em 17 de agosto de 1945 e hoje ocupa lugar de destaque entre as obra mais importantes do seu tempo – para surpresa – e desgosto – daqueles que não aceitaram publicar a fábula por razões políticas ou por falta de tato.

O romance, que se confirma satírico também pelo uso de personagens antropomórficos, critica duramente os sistemas de governo que procuram controlar toda sociedade de acordo com um planejamento que supostamente vai corrigir todos os erros humanos e todos os problemas causados pelo convívio entre pessoas. Dado o contexto histórico em que está inserido, o livro é ao mesmo tempo um ataque à União Soviética de Joseph Stálin e um deboche aos pilares que compõem as principais teses do socialismo, comunismo, nazismo, fascismo e outras formas de regimes autoritários ou totalitários que se arrogam o direito de planejar toda sociedade.

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